A cada momento, recebemos estímulos tais como:
"Mexa-se", "Esporte é saúde", "Devemos andar mais a
pé". Entretanto, nem sempre damos o devido valor a estes estímulos e neste
atual mundo tecnológico, cada vez mais nos afastamos de uma condição natural de
conservarmos nossa saúde.
Existe a preocupação, face ao comodismo do homem diante do contínuo avanço tecnológico, com uma necessidade real de usar nossas capacidades e habilidades físicas para que não atrofiemos. Atualmente, nosso corpo se vê reprimido em nossa civilização tecnológica e nossas atitudes são impostas por atividades reguladas e pré-determinadas. Quando perdemos a consciência do que é o nosso corpo e do dinamismo que nele existe, conhecendo apenas sua simples aparência, o reduzimos a um mero instrumento de sobrevivência. É muito importante tomarmos atitude, mobilizar nosso corpo para além dos movimentos cadenciados na vida cotidiana e com isto nos reconhecer no espaço para que possamos recuperar nossa plasticidade perdida.
Nosso corpo é a forma original de nossa realidade com o
mundo e, através dele, somos determinados nas situações temporais e espaciais
em que nos encontramos. A expressão corporal inclui todas as formas do
dinamismo vital e é a realidade concreta por intermédio da qual o homem habita
o mundo.
Pensar em se exercitar fisicamente deve constituir uma
atividade à margem da vida cotidiana, para que esta possa ser enriquecida e
promover uma melhor qualidade de vida geral. Durante a infância, os exercícios físicos
visam o desenvolvimento harmônico do corpo. Na fase adulta, a manter e melhorar
o funcionamento dos órgãos, aumentar as capacidades cardíaca, circulatória,
arterial e respiratória, e, por conta de um conjunto melhor equilibrado, uma
provável segurança de melhor saúde.
O stress ou tensão emocional é um grande fator de risco para
o surgimento de doenças fisiológicas, como a coronária, mas também pode
comprometer o equilíbrio emocional. Uma das grandes conquistas do homem
contemporâneo é a quase total superação do esforço físico pelo trabalho das
máquinas e isto também se torna um grande algoz. Uma justificativa que se faz presente, ao se
buscar uma boa saúde e que se mostra muito aparente, é o cuidado estético com o
corpo. Isto tem levado pessoas a praticarem os mais diversos exercícios físicos
e, mesmo que motivadas apenas pela questão estética, não há dúvida sobre os
benefícios que tais atividades podem trazer ao indivíduo. O mais importante,
além da prática, é a continuidade desta, pois seus benefícios se perdem quando
o processo é interrompido. Em muitos casos, esta interrupção é causada por
alguma falta de motivação emocional, por algum outro conflito psicológico que,
se não for igualmente trabalhado, interfere numa condução mais equilibrada do
comportamento do indivíduo e, assim, prejudica sua melhor qualidade de vida.
Nestes casos, um acompanhamento profissional psicológico
contribui positivamente para se manter um bom equilíbrio e, em associação com
atividades físicas, pode-se notar que muitos dos sintomas associados às tensões
de natureza psicológica tendem a desaparecer ou serem minimizados
consideravelmente. Um bom exemplo foi verificado em pesquisas junto a
indivíduos que sofrem de ansiedade e tensão nervosa: caminhadas, mesmo que de
curta duração, proporcionam grande alívio e queda no grau de ansiedade.
Existir com qualidade e com boa saúde física e mental não implica apenas pela forma, mas muito mais pelo sentir.
Psicologia Clínica
Cruzeiro
Contato: (31) 984093040
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